segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ser autossuficiente e uma mãe presente em 10 ideias

Já faz um tempo que tenho visto uma série de discussões sobre trabalho, maternidade e autossuficiência. Há muitas opiniões em relação aos conselhos recebidos de líderes da Igreja que incentivam às mães a permanecerem no lar cuidando dos filhos, mas ao mesmo tempo eles também falam de sermos autossuficientes, e afinal, precisamos suprir nossa família e lar espiritualmente, emocionalmente, e... financeiramente, claro!

Imagem: Criação Pessoal
Eu vejo como tem sido árduo para tantas mães conseguirem fazer tudo isso (e me incluo nisso). Em nossas responsabilidades divinas, ainda que exista uma orientação de quais tarefas homens e mulheres devem realizar, pais e mães são parceiros iguais para cumprir estes papeis plenamente. Então, como uma mãe pode ser autossuficiente e presente ao mesmo tempo?

Neste post não quero discutir questões de trabalho dentro ou fora do lar, mas quero ajudar de alguma forma, independente de sua situação atual.

Baseado em algumas experiências pessoais, eu tenho algumas ideias que, combinadas, acredito que podem ajudar nessa questão. Não é uma fórmula secreta, mas vejo que pode ser útil para ajudar na sua autossuficiência familiar. São 10 pontos que destaquei, e aqui vão eles:

1. Escolha os sacrifícios que irá fazer. Depois que nos tornamos mães, uma coisa é certa: teremos que nos sacrificar em vários momentos. Além de sono, refeições geladas e muito da rotina materna que conhecemos, há sacrifícios mais intensos, como os profissionais. Sobre isso especificamente, há mães que sacrificam a carreira, outras mães sacrificam mesmo tempo com seus filhos, por real necessidade. O fato é que cada família possui uma condição diferente, uma vida diferente, e somente quem sabe disso exatamente é você e o Senhor, e ninguém mais. Busque inspiração para a sua situação, seja com estudo, jejum, oração e de qualquer outra forma de se aproximar do Pai Celestial para saber o que deve fazer e quais serão os sacrifícios que você fará em relação à filhos e autossuficiência. Eu passei meses pensando no que faria quando tive meu principal dilema, mas depois de muito pensar e buscar, recebi minha resposta, e paz como nunca tive antes. Se você não está em paz com suas decisões, é porque alguma coisa está errada; mas se está, não tem o que discutir. Com certeza surgirão opiniões contrárias à sua decisão, mas isso não se preocupe com isso, afinal você tem a de quem mais importa.

2. Pague o dízimo integralmente. O mandamento é simples no meu entendimento: ao pagar o dízimo, colocamos o Senhor como prioridade em nossa vida, e assim ele também nos abençoará prioritariamente. Malaquias 3:10 que tão bem conhecemos cita: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, até que não haja mais lugar para a recolherdes. Ele não apenas promete o suficiente, mas abundância de tantas bençãos que vai faltar lugar para elas. Quem não gostaria de ter as janelas do céu abertas para si? E eu sou a prova viva do dízimo: meu pai perdeu o emprego logo que pensaram em engravidar de mim. Minha mãe pensou em adiar os planos, mas uma irmã perguntou: "você não paga o dízimo? Então é hora de colocar à prova". Bem, pouco depois minha gravidez aconteceu, meu pai encontrou rapidamente um novo emprego que, inicialmente pagava um pouco menos, mas logo progrediu e foram 19 anos na empresa onde cresceu profissionalmente. Eu nasci bem saudável, e meus pais pagaram por tudo, e ainda assim ficaram sem dívidas. 

3. Lembre-se que ser autossuficiente não é ter dinheiro à vontade. Não vi nenhum líder até hoje prometer que ficaríamos ricos se cumprirmos todos os mandamentos. Porém, o que recebemos de promessa é que teremos suficiente para nós e nossa família. O Élder Dallin H. Oaks mencionou "Ser autossuficiente não significa que podemos fazer ou obter tudo o que desejamos. É acreditar que pela graça, ou pelo poder capacitador, de Jesus Cristo e nosso próprio esforço, somos capazes de obter todas as necessidades temporais e espirituais da vida para nós mesmos e nossa família." Pode até não sobrar por um tempo, mas faltar não vai. E isso junto com o pagamento do dízimo, eu acredito que vai sim, um dia, ter mais do que o suficiente para a família e para dividir com nosso próximo.

4. Planeje sua rotina e suas finanças: todos os conselhos relacionados às finanças pessoais e organização diária funcionam, e colocar em prática faz diferença. Controlar e anotar gastos, estabelecer prioridades, pesquisar preços... tudo é bom. Eu pessoalmente gosto muito de um conselho do curso do programa de autossuficiência SUD de melhorar seu negócio em relação às suas tarefas diárias: liste todas as coisas que você precisa fazer no dia, e ore por inspiração de quais você precisa fazer em prioridade. Eu gosto disso inclusive para a vida pessoal. Tenha foco no que deve fazer e você terá mais tempo para a família e para você mesma também.

5. Planeje atividade com seus filhos. Você seguiu a ideia anterior à risca: vai lá, organiza seu dia, seu trabalho, atividades, e consegue arrumar o tempo de estar presente com seus filhos. E aí, você olha para eles e... não sabe o que fazer neste tempo com eles. Quem nunca?

Talvez vocês cumpram algumas responsabilidades da escola e da Igreja inicialmente juntos, mas na hora do lazer acaba todo mundo sentado assistindo alguma coisa na TV. Nada contra assistir um filme ou um bom programa, mas só ter essa opção não acho que seja o ideal. Então, talvez no dia anterior antes de dormir, ou em algum intervalo de trabalho, pense em coisas que você acha que podem ser prazerosas de realizarem juntos, e peça sugestões à eles também. Não precisamos fazer planos apenas para as férias ou folgas, mas buscar boas ideias para o dia a dia também é ótimo, afinal, se em cada dia sobram poucas horas juntos, elas precisam ser bem aproveitadas. E quando digo planos não são atividades elaboradas, mas coisas simples. Vou ajudar:

Vocês podem fazer várias brincadeiras que gostem, ou ainda inventar as próprias; e se não sabe quais, pesquise antes ideias na internet. Eu devia ganhar uma comissão por isso, mas um lugar lega é o site tempojunto.com que tem uma infinidade de ideias para todas as idades.

As tarefas domésticas também podem dar boas competições saudáveis ou programas, ao competir para quem arruma antes os brinquedos, ou então cozinhar uma janta simples em família. E inclusive vocês podem fazer visitas e projetos de serviço juntos, mas coisas simples para o dia a dia (por exemplo, fazer um bolo pra vocês e separar um pedaço para um vizinho).

Aqui em casa meu menino mais velho adora cozinhar (como o pai) e me ajuda já de verdade, mesmo em seus 4 anos: coloca ingredientes na panela e mexe, faz suco, joga o que é lixo, e aproveitamos esse momento juntos. E o melhor: além da diversão, tem aprendizado.

6. Nunca pare de aprender. Com os avanços tecnológicos, o conhecimento é muito fácil de ser adquirido. Não importa a área de atuação, e nem como você vai aprender, mas o que é importa é não parar. Você pode sim optar por fazer uma faculdade integral, mas também pode fazer um curso através de vídeos gratuitos no youtube. Eu mesma estou fazendo um curso com vídeos e áudios comentados via whatsapp. Claro que determinadas profissões exigem diplomas e certificações para atuação, mas em grande parte dos casos você pode se especializar em algo apenas com o conhecimento que você buscou. Talvez você aprenda algo novo que possa trazer mais renda e sustento, mas com a flexibilidade que você precisa e deseja. Doutrina e Convênios 130:18-19 deixa bem claro:

18 Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida surgirá conosco na ressurreição.

19 E se nesta vida uma pessoa, por sua diligência e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro.

Ou seja, conhecimento nunca é demais. Você pode justamente começar estudando sobre autossuficiência e dentro do planejamento da sua rotina que já falei, começar um curso dentro de uma dos grupos que a Igreja tem incentivado. Eu já participei e foi muito bom mesmo.

E sem esquecer de que nunca sabemos o dia de amanhã. Pensei o seguinte: eu conseguiria manter minha casa caso algo acontecesse, como doença e mesmo falecimento de nosso cônjuge? Eu teria condições e preparo para"correr atrás" se for necessário? Esperamos que não precisemos, mas estar pronta pra isso é o ideal. Mais uma vez temos D&C 38:30 - "Se estiverdes preparados, não temereis".

7. Peça ajuda com seus filhos quando necessário.
Não conseguimos fazer tudo sozinhas, e receber ajuda com as crianças pode ajudar muito. Não estou falando em terceirizar sua responsabilidade, mas sabe quando temos 1 hora que rende por um dia todo? As mães que são presentes também sabem que qualquer outra tarefa feita com filhos demora bem mais que o usual. Um exemplo típico: mercado. Uma compra que você demoraria 15 minutos para fazer sozinha pode demorar quase 1 hora com crianças junto, não é? Uma compra de mercado ainda é possível com crianças, mas algumas atividades são bem difíceis de serem feitas com eles, mesmo quando você queira. Se você não está dando conta dos afazeres domésticos, pessoais e profissionais, encontre alguém que te ajude e um período na semana: uma tarde ou noite, o que for melhor, para tirar um tempo para você e fazer render tudo o que você precisa, porque assim você economizará um tempo precioso para usá-lo com sua família. Pode ser com um dos avôs ou avós em 1 tarde na semana. Pode ser uma troca entre amigas mamães, onde uma cuida dos filhos da outra para poder sair. E pode até contratar alguém para cuidar da criança em um período e assim você trabalhar em seu negócio sem interrupções naquele momento. Há sabedoria nisso.

8. Siga os conselhos dos líderes atuais prioritariamente. Eu estudo todos os conselhos, discursos, escrituras e recursos de profetas, apóstolos e líderes de várias gerações. Eles aconselhavam os membros de acordo com o que acontecia em sua época, assim como recebemos orientação para o que acontece exatamente agora. Princípios são imutáveis, mas hábitos e costumes mudam com o tempo, e por isso, ainda que eu leve em consideração as palavras dos líderes do passado,considero em primeiro lugar o que os líderes vivos atualmente falam, afinal, eles recebem revelação direta para nós! 

O assunto da autossuficiência e da responsabilidade com a família é muito discutido atualmente. Existem bons conselhos de líderes antigos, mas existem vários conselhos excelentes e atuais do assunto. Sugiro que veja todos e dê atenção especial aos mais recentes, e isso com certeza à ajudará.

9. Ajude seu esposo e familiares a entenderem sua responsabilidade. Na família Proclamação ao Mundo, as responsabilidades primordiais e pai e mãe estão bem claras, e logo mais vem a citação "Nessas atribuições sagradas, o pai e a mãe têm a obrigação de ajudar-se mutuamente, como parceiros iguais".

Vejo que muitas mães ficam sobrecarregadas e exaustas "apenas" com o trabalho da casa e com seus filhos. Porém, já percebi que há uma grande diferença do cansaço que vem do acúmulo de afazeres comparado ao cansaço da falta de entendimento dos afazeres, especialmente vindo por parte de quem tem um marido, que muitas vezes não percebe o que acontece (não é por maldade, eles geralmente não percebem).

Deixa eu dar um exemplo: você costuma levar seus filhos no pediatra. Sabe quais medicamentos podem tomar, tem os contatos de emergência, e o que fazer para marcar consultas e exames.  Não há problema nenhum a mãe fazer tudo isso, mas, se necessário, Seu esposo sabe fazer todas estas coisas sozinho, se necessário? Conhece o(a) pediatra e sabe como agir em todos os casos que citei; ou ele apenas confia que você faz tão bem e que vai dar jeito quando precisar? 

Com a escola, apenas você vê recados na agenda, conversa com o(a) professor(a) e participa das reuniões, ou seu esposo procura se informar tanto quanto você e acompanhar o progresso das crianças? 

Não há absolutamente nada de errado da mãe realizar estas tarefas, mas não é bom quando nosso cônjuge está interessado nas questões relacionadas aos filhos, e por ter interesse, acaba vendo quando há necessidade de fazer algo junto com você, e que você não precise pedir pra ele? 

Eu entendo que esse não é um tópico simples, e ainda é algo cultural a mulher assumir totalmente isso. Mas acho que vale a pena esclarecer e conversar em casal. Um pai que tem mais conhecimento da rotina diária da casa e das necessidades por si próprio pode não realizar com determinadas tarefas, mas poderá assumir quando necessário, sem a mãe precisar passar uma lista de coisas em um momento que ela não possa atender, confiando plenamente em seu parceiro.

Também vejo isso como importante para dar ânimo de vocês trabalharem e dividirem as responsabilidades, da forma que for melhor dentro de seu lar. Isso talvez possibilite vocês alcançarem mais objetivos, além do material, afinal, a autossuficiência precisa ser emocional e espiritual, e se a mãe não está bem, pode saber que a família também não ficará tão bem assim.

10. Pense, ore e aja para encontrar uma solução. Talvez você precise trabalhar fora, talvez você precise ter um negócio próprio, mas não possa dar a mesma atenção que gostaria de dar às crianças. Talvez você esteja em casa, mas as contas não fecham e as dívidas surgiram. Procure inspiração para pensar: como posso ser autossuficiente, e ser uma mãe presente? Talvez você precise encontrar um local de trabalho mais perto de casa e perder menos tempo de deslocamento. Talvez você possa sair de seu trabalho atual e trabalhar, por exemplo, em uma escola onde possa matricular seus filhos, ganhando um pouco menos, mas que poderá almoçar junto em eles. Talvez você possa chamar alguém para te ajudar por algumas horinhas na sua empresa com as crianças para aproveitar bem o tempo de trabalho e render o que não conseguiria se estiver sozinha com os filhos. Talvez você possa até trabalhar em um espaço compartilhado (coworking) de mães onde você pode ter ajuda e trabalhar bem ao lado de suas crianças. 

Corra atrás de algo novo, busque soluções, erre quantas vezes precisar, converse com pessoas, procure recursos. Se você tem o desejo sincero de alcançar esse objetivo, você vai encontrar uma forma de estar mais presente, sem deixar de ser autossuficiente, e principalmente, com a ajuda do Senhor.

Como isso funciona para você? Deixe seu comentário aqui o na nossa fanpage (você pode segui-la também - https://www.facebook.com/maternidadesud/)!

Até a próxima!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Fortalecer a família

Esse foi o tema do discurso que dei faz quase 2 meses, e foi muito especial para mim. Cada vez mais entendo e vejo como temos que lutar para fortalecer nossa família. Por isso agora ele é um post, e tem um pouco do que compreendi, das minhas experiências, e espero que vocês gostem!


FORTALECER A FAMÍLIA

A família, desde a pré-existência, é uma instituição especial para nosso Pai Celestial, e consequentemente, para seu plano eterno. Somos filhos de Deus antes de tudo, e Deus sabe que as maiores bênçãos e a exaltação só podem ser alcançadas em família, afinal “a família é essencial ao plano do Criador para o destino eterno de Seus filhos”.

Pelo mesmo motivo, Satanás tenta destruir e descaracterizar a família, conforme o modelo divino, invertendo papeis e responsabilidades e aceitando relacionamentos diferentes do casamento ordenado por Deus, apenas entre homem e mulher. E por isso é tão necessário fortalecermos nossa família em tempos atuais, onde as forças do mal trabalham muito para conseguir sucesso.
Mas como fortalecer a família em tempos tão difíceis?

Antes de tudo, é importante definirmos as prioridades de nossa vida. A nossa família é mesmo uma grande prioridade? Há mais de 40 anos, a Primeira Presidência na época declarou: “Você despende tanto tempo fazendo com que sua família e seu lar sejam bem-sucedidos, quanto o faz à procura do sucesso social e profissional? Está devotando o melhor de seu espírito criativo à unidade principal da sociedade--a família--ou é o seu relacionamento com a família meramente uma rotina, uma parte desagradável de sua vida? Os pais e os filhos devem estar dispostos a colocar as responsabilidades de família em primeiro lugar, a fim de poderem alcançar a exaltação familiar”. [Family Home Evening, (1973), p. 4

Esta citação é bastante dura e firme, mas me fez refletir o quanto a família precisa ser o mais importante de nossas vidas. Como cônjuges e pais, não podemos tratar nossos parceiros e filhos de forma indiferente e viver em rotina automática. Como filhos – e afinal é muito importante que não apenas os pais, mas filhos de todas as idades procurem fazer sua parte dentro de casa ajudando e compartilhando experiências e momentos – somente com um relacionamento forte e desenvolvido, com a base no evangelho, que nos levará a verdadeira felicidade e exaltação.
Considerando o quão importante é ter uma família fortalecida com o evangelho, destaquei alguns pontos que acredito serem simples, mas que merecem ser reforçados e relembrados, e isso faz toda a diferença em nossas vidas.

1. Noite Familiar. O Manual Básico da Mulher Sud menciona que “A noite familiar desenvolve o amor e a confiança no Pai Celestial. Ela amplia a compreensão das pessoas a respeito do evangelho, fortalece as relações familiares e incentiva cada um a desenvolver seus talentos." Não é necessário fazer algo elaborado ou complicado, o mais importante é ter este tempo com todos da família e compartilhar o evangelho. Ainda que a noite de segunda feira seja a recomendação para realizá-la, devemos encontrar o melhor dia para todos. Quando eu estava na faculdade e morava com meus pais, tinha aulas durante a noite, e por isso, por algum tempo passamos a realizar noites familiares aos domingos de noite. Mesmo com limitações de conhecimento ou tempo, façam, da forma que puderem, que isso fortalecerá sua família.

2. Oração Familiar. 3 Néfi 18:21 menciona “Orai ao Pai no seio de vossa família, sempre em meu nome, a fim de que vossas mulheres e vossos filhos sejam abençoados”. Ao realizar orações familiares, recebemos muitas promessas que vão fortalecer também nossa família. “Por meio da oração familiar regular, você e os seus familiares se aproximarão mais de Deus e uns dos outros. Seus filhos aprenderão a comunicar-se com o Pai Celestial. Todos vocês estarão mais bem preparados para servir aos outros e para resistir às tentações. Seu lar será um lugar de força espiritual, um refúgio das influências malignas do mundo (Tópicos do Evangelho – oração).

3. Desenvolver confiança: O profeta John Taylor ensinou: “Pais, sejam sinceros; ajam de modo que os filhos confiem em sua palavra, de modo que, se o pai ou a mãe disser algo, os filhos digam: “Se meu pai, ou minha mãe, disse isso; sei que é verdade, porque ele, ou ela, nunca falta com a verdade nem mente”. Esse é o tipo de atitude que queremos cultivar entre nós e na nossa família”. É muito difícil adquirir, mas quando se perde a confiança, nenhum relacionamento funcionam. Todos da família devem cumprir promessas. Seja um pai dar um sorvete que prometeu ao filho que foi corajoso ao tomar um vacina, seja um filho que prometeu que iria à casa de um amigo e realmente foi lá e retornou para casa em horário combinado; quaisquer situações.

4. Ter respeito: John Taylor também ensinou: “Pais, sejam corretos no trato com os filhos; eduquem-nos no temor do Senhor; eles são mais importantes para vocês do que muitas coisas que consomem a sua atenção. Vocês, filhos, obedeçam os pais; respeitem o pai e a mãe. A mãe cuida de vocês e o pai quer o seu bem; todo o amor, afeto, e carinho dos dois é para vocês. Não os façam sofrer, desviando-se dos princípios corretos; em vez disso, andem no caminho da vida. O respeito tem sido cada vez mais ausente, mas é de grande valor, temos que repensar se o tratamento que damos aos nossos familiares tem sido respeitoso realmente, e mudar o que for necessário.
Certa vez vi a história de um homem que tinha 2 filhos meninos, que ainda acreditava no casamento e deseja esta benção para sua vida, mas estava separado. Ainda assim ele decidiu, no aniversário da mãe de seus filhos, enviar flores desejando parabéns. Muitos questionaram sua atitude, já que não estava mais casado, mas ele respondeu que sabia e desejava que seus filhos tivessem sucesso em seus casamentos, que tivessem respeito e amor pela mulher que um dia encontrariam, e por isso era gentil e respeitoso enviar flores para aquela que, afinal, era a mãe de seus filhos. É uma atitude simples, mas de grande impacto, e o respeito envolve muitas destas situações.

5. Nutrir o amor. Normalmente não temos o hábito de elogiar ou falar coisas boas na mesma frequência nos irritamos e falamos palavras grosseiras. “Não devemos ser ríspidos e indelicados com nossos familiares. Vocês nunca devem dizer ou fazer aos filhos nada que não gostariam que eles imitassem”. 

O presidente Taylor, sobre isso, também disse: “Maridos, será que vocês amam sua esposa e tratam-na bem? [Vocês] Devem tratá-la com toda a bondade, misericórdia e paciência, não devem ser ríspidos nem desagradáveis, nem dispostos a agir de modo autoritário. Quanto a vocês, mulheres, tratem bem o marido, tentem fazê-lo feliz e colocá-lo à vontade. Empenhem-se (no plural) em fazer com que o lar seja um pedacinho do céu e em nutrir o bom Espírito de Deus. Nós, os pais, devemos educar os filhos no temor de Deus e ensinar-lhes as leis da vida. Se vocês agirem assim, teremos paz no coração, na família e à nossa volta.

Por fim, a família proclamação ao mundo menciona o que considero um resumo do sucesso para uma família forte no evangelho e na vida. “O casamento e a família bem-sucedidos são estabelecidos e mantidos sob os princípios da fé, da oração, do arrependimento, do perdão, do respeito, do amor, da compaixão, do trabalho e de atividades recreativas salutares”. 


Eu sei o quanto isso é verdade. Não importa se há mães que precisam trabalhar fora, pais que viajam, e quaisquer situações complicadas. O que mais importa é a qualidade do tempo que temos em família; quando sabemos o que está acontecendo e cuidamos uns dos outros, e podemos confiar uns nos outros; quando diariamente vivemos princípios do evangelho. Isso nos tornará mais fortes. Nos últimos anos, apesar de ainda errar em muitas coisas, eu tenho tentando fazer coisas boas para unir a família, e quando conseguimos, temos um Espírito maravilhoso, boas recordações e acima de tudo, felicidade. 

sábado, 13 de maio de 2017

O que a maternidade me fez...

Hoje acordei 5h30 com a "fala" de meu bebê, que está crescendo tão rápido. Peguei-o para amamentar e no sossego da madrugada comecei a pensar. É fim de semana de dia das mães e não sei exatamente porquê, comecei a pensar o que a maternidade fez na minha vida. E me deu vontade de escrever então...


Vocês sabem que o desejo de ser mãe não veio tão rápido pra mim. O Pai Celestial sabia tanto disso que, em minha benção patriarcal está escrito "A maternidade tem o maior valor nos céus, e isso é desejável de Deus para ti". Mas, o tempo é sábio, e hoje sou mãe de 2 meninos e não posso imaginar minha vida sem eles.

A maternidade me mais forte. De encontrar formas de atender meus filhos mesmo eu estando exausta, doente ou triste. Quando antes eu achava que algo deveria ser feito por mim, me esqueço disso simplesmente porque eles precisam que eu esteja lá para atendê-los.

A maternidade me fez dar mais valor, muito mais valor, à minha mãe. Eu não conseguiria entender de outra forma a não ser tendo a mesma experiência que ela.

A maternidade me fez julgar menos e ter empatia. Eu me incomodava com pais e mães que não agiam ou faziam determinadas coisas, onde hoje eu solidarizo e se posso, ofereço ajuda quando a situação está difícil. Ser mãe é incrível, mas não é uma missão fácil para ninguém em muitos momentos.

A maternidade me fez pedir demissão, e trabalhar de uma forma diferente. E perceber que cada mãe passa por decisões e momentos difíceis ao conciliar carreira e família. E seja qual for sua opção, você vai ser questionada por ela. Mas, como a maternidade nos torna mais fortes, conseguimos seguir em frente para tomar as melhores decisões para nós.

A maternidade me fez enxergar melhor que a felicidade está sim nas pequenas coisas. Que viver com menos não nos faz piores. Na realidade, a mudança veio para melhor, e por termos menos, consegui ver o mais das coisas simples da vida. E como elas são boas.

A maternidade me fez dormir menos, muito menos. E antes isso era motivo de caos. Mas incrivelmente conseguimos até driblar o sono, e para mim, isso é um super poder.

A maternidade me fez cozinhar. E quem me conhece sabe que isso não tem nada a ver comigo. Mas a necessidade veio, e bem... eu me viro melhor do que imaginava.

A maternidade me fez orar mais, por mim e sempre por eles.

A maternidade me fez cantar mais. É uma dose diária de hinos, cantigas de roda, música de desenhos e músicas que eu gosto, e fico feliz de meus filhos curtirem junto comigo.

A maternidade me fez mais criativa, e tenho uma dose diária de inspiração por brincar e aproveitar o meu tempo com eles.

A maternidade me fez arranjar tempo. E consigo fazer absurdamente mais coisas do que fazia antes em um espaço de tempo que era impossível antes.

A maternidade me fez ter mais coragem, de enfrentar um pouco de tudo e vencer vários leões por dia.

A maternidade me fez amar muito mais, eu não imaginava que cabia tanto amor dentro de mim.

A maternidade é a maior prova da preciosidade do ensinamento do Salvador de servir e esquecer-se de si mesmo, porque, acima de tudo, isso nos faz feliz. Essa felicidade é o sentimento mais doce que pode existir.

Que a maternidade, seja você sendo mãe, sentindo-se mãe ou de alguma forma tendo ela ao seu redor, seja tão boa para você como para mim. Feliz Dia das Mães!

sábado, 22 de abril de 2017

Mães, não fujam do assunto!

Cada dia que passa, o mundo está cada vez mais de pernas para o ar, certo? Quando você acha que viu de tudo, vem uma outra notícia ainda mais complicada, são os últimos tempos, não é?

E a velocidade como as coisas acontecem e as informações chegam são impressionantes. Eu pelo menos já passei por várias situações de "todo mundo já sabe que aconteceu isso com tal pessoa" e eu fui a última a saber... 2 dias depois apenas! Tinha gente no Japão que sabia ante, rsrsrs.

Mas, ainda que tenha muita coisa banal e inocente nisso tudo, ao mesmo tempo existem assuntos delicados, polêmicos e complexos. E quando algo assim bate de forma avassaladora em sua porta, como é que reagimos? Especialmente vindo de uma pergunta ou um comportamento de nossos filhos. Como lidamos?



Fico pensando que, apesar de ser uma época abençoada onde a comunicação tem sido cada vez mais eficiente, por outro lado, muita coisa que deve ser falada diretamente com nossos filhos e nossa família ainda não é dita. Já vi muitos casos recentes de perguntas feitas por crianças e jovens na igreja de um determinado assunto onde o jovem comentou que nunca falou da questão em casa. E mesmo com adultos, que nunca tiveram retorno em determinadas situações. Isso envolve sexo, drogas, homossexualismo, intolerância, pornografia, violência, abusos e maus tratos, e por aí vai... vocês sabem que a lista é longa. Eu mesma já fiz alguns posts aqui no blog de assuntos mais delicados, e saibam que não foram os mais populares.

E quando acontece em nossa casa, o que a gente faz?
Eu não tenho a resposta exata, mas eu sei uma coisa que NÃO devemos fazer: Fugir do assunto!

Quem nunca ouviu algo como:
- isso não é assunto para criança;
- você não tem idade para isso;
- um dia você vai entender, mas agora não é hora;

E bem, a maioria de nós não tinha muito o que fazer, e nem onde recorrer, então acabávamos nos contentando e seguindo a vida.

Mas hoje, ah.... hoje eu vejo isso bem diferente. Hoje você pode falar ao mesmo tempo com milhões de pessoas - conhecidas e desconhecidas. Você tem acesso aos amigos e conhecidos muito mais facilmente. Você tem crianças dando um baile em adultos na hora de navegar na internet e encontrar informações do assunto que desejam.

E sabemos que essa facilidade não vem junto com a maturidade, e eu morro de medo disso! Imagino que tipo de conclusão meus filhos podem chegar um dia se eu não for a primeira fonte de confiança e informação deles. A quem eles vão recorrer e o que vão receber de resposta?

Pensei nisso na minha opinião, hoje não tem mais jeito: temos que encarar qualquer assunto que surgir. A parte boa é que o Pai Celestial prometeu que sempre estará ao nosso lado nas causas justas. E eu tenho fé - MUITA - de que isso é verdade e que ele irá nos auxiliar e nos preparar para enfrentar estes desafios.

Parei para refletir o que tudo isso impacta em nossa religião. E pensei em como nossos líderes atuais tem nos advertido sobre questões delicadas. Vi conferências gerais recentes, e em todas elas, profetas e apóstolos transmitiram mensagens amorosas, mas sem deixar de mencionar assuntos importantes da atualidade. Tenho certeza que eles não gostariam de terem que discursar sobre isso, mas sabem que é seu dever, acima disso, nos alertar e nos auxiliar trazendo conhecimento, ajudando-nos com proteção contra as investidas do adversário.

Aqui estão alguns exemplos:

Abuso e Maus Tratos (Richard G. Scott) - "É com o profundo desejo de mostrar como amenizar sua dor que me dirijo a você que está sofrendo as devastadoras conseqüências dos maus-tratos e do abuso mental, verbal, físico e especialmente sexual. Falo também para você que causou tudo isso (...) Minha intenção é servir de espelho para que a luz da cura divina possa iluminar as densas nuvens de aflição causadas pelos atos iníquos de outra pessoa (...) cura segura vem por meio do poder da Expiação de Seu Filho Amado, Jesus Cristo".

Drogas (M. Russell Ballard) - "Os pesquisadores dizem que existe um mecanismo em nosso cérebro chamado de “centro de prazer”. Quando ativado por certas drogas ou ações, ele se sobrepõe à parte de nosso cérebro que governa a força de vontade, o discernimento, a lógica e a moral (...) Entre as drogas que mais causam dependência e que podem eliminar nosso arbítrio estão: a nicotina; os opiáceos — heroína, morfina e outros analgésicos; os tranquilizantes; a cocaína; as bebidas alcoólicas; a maconha; e as metanfetaminas (...) Satanás sabe disso. Não deixem que ele os fisgue com as iscas mentirosas que rapidamente podem levá-los ao vício''.

Vocês devem lembrar e poderia mencionar inúmeros exemplos vindos dos apóstolos e profetas. Mas em todos eles há 3 coisas que me chamam a atenção:

- O assunto é falado de forma clara, e não fica nenhuma dúvida do que se trata;
- Nem sempre exemplos mencionados tem "finais felizes" mas nos mostram as consequências que podem surgir de escolhas incorretas;
- Eles tratam de forma firme e correta, mas com muito amor; 

Então, refleti e pensei: acho que fazer como eles fazem é um bom começo. Também pensei que nem sempre temos as respostas para tudo, mas porque não procurar junto com nossos filhos? Não tem nada de errado em dizer "eu não sei muito sobre isso, mas vamos juntos tentar descobrir algo". Vai ser inclusive um bom momento entre pais e filhos. 

Mesmo com um filho de 3 anos, já pude falar sobre coisas que não imaginava relacionadas ao que ele viu na rua (como pessoas do mesmo sexo namorando). E quando estava na presidência das moças, respondi perguntas sobre sexo que NUNCA imaginei que seria questionada. Dá um receio, mas penso: melhor que perguntem para nós do que procurem respostas em outros lugares.

Por fim, o Élder Scott mencionou algo maravilhoso: 
"Alguns assuntos são por demais delicados e intensamente pessoais, podendo suscitar sentimentos tão perturbadores, que raramente são mencionados em público. Contudo, se forem abordados com tato e compaixão à luz da verdade, a discussão desses assuntos pode resultar em maior compreensão, amenizando a dor, abençoando com a cura e até evitando outras tragédias''.

Tenhamos coragem, e busquemos à Deus, não vamos deixar passar oportunidades de ensinar o certo sobre TODAS as coisas aos nossos filhos!

terça-feira, 7 de março de 2017

Ideias de brincadeiras e mensagens para crianças pequenas na noite familiar

Quando meu primeiro filho começou a interagir conosco, queria muito envolvê-lo na noite familiar, mesmo que de uma forma simples. Porém, é mais difícil do que parece, afinal, fazer uma criança bem pequena sentar para ouvir uma escritura é uma missão quase impossível. O que fazer então?

É fato que temos que chamar a atenção do interesse deles, e ao longo do tempo fiz alguns testes, e obtive alguns sucessos. Compartilho com vocês hoje algumas coisas que funcionaram e acho que podem ajudar vcs.

Antes de começar, como dica geral: use os interesses deles ao seu favor. Por exemplo, se ele adora o mickey, que tal ensinar um princípio do evangelho usando ele? Ou conte uma história usando os seus próprio brinquedos. Com um pouco de criatividade e boa vontade sai muita coisa legal.

Aqui vão algumas ideias:

Manual do Berçário: Este livro incrível não precisa ser usado apenas aos domingos por suas líderes, mas é uma ótima opção aos pais. As sugestões e mensagens que estão no manual também podem ser dadas em casa, até porque cada pessoa prepara os recursos de forma diferente, e claro, estão mais do que adequadas para crianças pequenas.

Hinos ilustrados: Dá pra ensinar princípios do evangelho usando hinos da primária também. Por exemplo, falei sobre a criação e o amor de Deus por elas e por nós com o hino "Meu Pai Celestial me tem Afeição" (é um dos meus favoritos). Desenhei em uma folha todos os elementos do hino como uma paisagem, e na medida que cantava a música, eu pedia para ele apontar e "achar" as palavras que eu cantava no desenho, e assim ele prestava atenção na música.

Desenhando histórias: mesmo que você esteja longe de ser uma artista (eu sou daquelas que faz bonecos palitos), você pode escolher histórias das escrituras e desenhá-las na medida que for contando aos seus filhos. E é possível que termine em vários rabiscos, mas não tem problema nenhum, o importante é passar a mensagem de uma forma agradável à eles.

Imitar sons e fazer mímicas: é muito difícil não ter sucesso com esse tipo de dinâmica. Se você for dar uma mensagem da arca de Noé ou da criação, pode falar e pedir sugestões de animais, e imitar seus sons em seguida (essa faz bastante sucesso aqui). Mas, dá pra, por exemplo, contar uma história da Liahona e fazer os sons dos objetos na história. Brrr de carros, tic tac de relógio, correr no lugar, enfim... a mensagem será muito mais interessante para as crianças!

Videos das escrituras: No site oficial, as mesmas imagens dos livros de histórias ilustradas são reproduzidas em vídeo, e tem além deles muitos vídeos legais de crianças e mensagens, como a história do casaco (que é uma mensagem mórmon e espero que a Igreja ainda produza mais como este). Pra facilitar, aqui está o link de videos do tópico da primária, mas tem muitos outros bem ao lado, como de escrituras, que podem ser usados.

https://www.lds.org/media-library/video/categories/primary?lang=por

Plaquinhas: vc pode dar uma mensagem que, enquanto vc fala, a criança segurar a plaquinha com algo para mostrar. Por exemplo, toda vez que você falar amor, ela ergue uma plaquinha com um coração. Outra opção é, por exemplo, certo e errado. Vc dá exemplo de situações de coisas certas e erradas e a criança pode mostrar plaquinhas com positivo e negativo em cada um. Tem várias adaptações pra usar plaquinhas.

Mostrar a Família: Vc tem fotos reveladas, álbuns de família, coisas assim? Meu menino adora vê-los, falar como éramos crianças e assim ensinar várias coisas sobre a família com nossas próprias imagens, e eles vêm outras coisas que chamam a atenção e dá pra emendar várias de nossas histórias!



E tudo isso sem esquecer os hinos de atividade que dá pra improvisar gestos, cantar de formas diversas (bem baixinho, bem alto, em um pé só, murmurar, de olhos fechados, etc) como se fosse um tempo de música da primária. Se vc não sabe cantá-los, pode usar o site da igreja também para escutá-los. E gravuras para colorir também sempre são uma boa, e tem várias delas nos recursos de mídia do lds.org não tem erro!

Que tal se animar para sua próxima noite familiar?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Maternidade, tempo e experiência

Bem, consegui atualizar, e aqui estou, começando 2017 como mãe de segunda viagem.

E que coisa boa!

Tenho mais um pedacinho do céu dentro de minha casa, que trouxe mais amor e alegria para nosso lar. O André nasceu e estamos há quase 1 mês curtindo o pequeno. Claro que há o cansaço que vem de qualquer recém nascido: noites interrompidas para mamar, adaptação à nova rotina com mais um bebê em casa, mas, tudo dentro do esperado. Até melhor, porque consegui amamentar da primeira vez, mas foi muito sofrido, dolorido e difícil, e desta vez foi bem mais fácil.



E aliás, tudo está mais fácil. E o que faz diferença? A experiência. Já ter vivido a primeira vez a maior parte das experiências da maternidade faz muita diferença. Saber o que esperar, como agir, não ter dúvida de todas as coisas, fazer tudo com mais calma, como é bom. Não acertamos em tudo, mas é fato que temos mais sabedoria para tomar decisões e a vida ficar mais tranquila.

E isso me fez pensar em como funciona o evangelho. No início de nossa vida na Igreja, somos chamados para certas responsabilidades. Elas às vezes assustam e temos certo receio, mas assim temos a oportunidade de aprender e adquirir experiência com o tempo. Por mais que nem todos tenham as mesmas responsabilidades, é fato que todos passamos por algumas delas, e com o tempo adquirimos experiência.

E assim O Pai Celestial prepara as lideranças, até escolher aqueles que são seus representantes até a primeira presidência e na liderança geral. Temos a felicidade de ter homens e mulheres que podem nos instruir porque realmente são experientes. E sábios. E como é bom saber que podemos contar com isso.

O tempo é realmente algo necessário, e quanto mais ele passa, mais a nossa visão aumenta. Para estabelecer prioridades, fazer coisas melhores. Acredito que é assim com a maioria das pessoas.

Enfim, que possamos valorizar o tempo e a experiência daqueles que seguimos, e que Deus nos dá, porque são bençãos em nossas vidas.

E agora... vou aproveitar o tempo que tenho para curtir nossos meninos, afinal o tempo passa rápido também.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Obrigada! (e o André está chegando)

Sabe, eu adoro este espaço. O maternidade SUD não é gigantesco, nem tem milhares de seguidores, e muitas vezes fico frustrada em não poder manter a página e escrever tudo o que eu gostaria. Mas a vida tem sido extremamente corrida MESMO, e como é algo voluntário, já pensei em deixar desistir do blog para me dedicar à outras coisas.

Mas aí tem muitas pessoas incríveis que, mesmo sem conhecê-las pessoalmente, foram ajudadas por algo que sugeri ou escrevi. E isso é tão legal. Já recebi e-mail com uma pessoa que estava extremamente frustrada e confusa, leu um de meus textos por acaso, e comentou que foi um grande alívio enxergar tudo por um lado diferente, agradecendo demais. Até o maridão recebeu elogios: um ex companheiro de missão dele encontrou um dos artigos, usou em sua ala, sua esposa e líderes de sua estaca usaram o artigo também, e depois viu que eu escrevi e disse que ele era muito abençoado de ter a esposa que tinha (confesso que fiquei surpresa, e "me achando" um pouco, hahaha) mas o mais legal de tudo isso é: como é bom saber que podemos nos ajudar.

Lembro e penso também que somos pessoas que também vivem correndo, tem família, emprego, chamados, estudos, problemas e dificuldades...  então, agradeço de coração pela paciência e, mesmo demorando muitas vezes um tempão pra atualizar ou postar algo de bom, eu realmente faço o que posso e quero continuar da forma que puder.

Me perdoem por não fazer mais, sempre vou tentar fazer o máximo possível.

E além disso, o André está chegando. E se vc não sabia, é nosso segundo bebê =) pode ser em dezembro ou janeiro, então teremos uma virada de ano na expectativa, ou já vivendo a novidade de mais um filho. Estamos animados, ansiosos, e espero poder contar um pouco mais disso no blog futuramente.

Tiramos algumas fotinhos da gestação, então, se eu demorar um pouco aqui, é por um bom motivo!





Desejo desde já um natal maravilhoso e um ano novo incrível para vocês e suas famílias. Que 2017 seja um ano de muitas bençãos e superação!